Tanzania, Hakuna Matata!

Jambo!

Jambo significa olá e juntamente com Hakuna Matata que significa não há problema, são duas das palavras em suaíli que mais se ouvem na Tanzânia, de facto estas palavras traduzem o espírito do país, pessoas amigáveis e muita descontracção é o que se pode encontrar em abundância por aqui.

Das praias paradisíacas de Zanzibar aos safaris deslumbrantes do continente, a Tanzânia é um destino onde se consegue desfrutar de uma grande diversidade de experiências em segurança.

Esta e a história da nossa aventura de 14 dias neste lugar de sonho.

A não esquecer

  • Adaptador de corrente para quem viaja da Europa.
  • Repelente de insectos tropical.
  • Vacina da febre amarela, obrigatória para entrar no país.
  • Marcar hotéis com antecedência, os melhores tendem a ficar esgotados facilmente.
  • Cartão Visa de preferência, no interior de zanzibar os multibanco não são frequentes e quando há geralmente não aceitam rede MasterCard, a recomendação é usar Revolut com o plano metal, poupam muito no câmbio, têm seguro de viagem incluído de forma automática e recebem 1% cashback em tudo o que pagarem com cartão.
  • Se optarem por conduzir em zanzibar, o que recomendo muito, vão necessitar de tratar com antecedência de um visto de condução.

A Viagem

Para chegar a zanzibar fizemos varias escalas, Lisboa, Barcelona, Milão, Doa, Zanzibar. Tirando Barcelona onde ficamos uma noite as restantes foram apenas de algumas horas, conseguimos voo de ida e volta por 450€ por pessoa na Vueling até Milão e depois na Qatar. Ficamos 4 dias em zanzibar, voámos para Arusha no interior da Tanzânia para fazer um safari durante 3 dias e voltámos para Zanzibar.

Para quem decide à partida que vai fazer um Safari a recomendação é começar a viagem por aí e voar directamente para o continente. Arusha ou Dar es Salaam dependendo dos parques que vão visitar e só depois voar para Zanzibar, regressando de lá no final da viagem. No nosso caso decidimos fazer o safari já durante as férias.

É muito fácil e seguro marcar, viagens actividades e hotéis pelo que recomendamos que o façam de forma independente e sem agencias, poupam imenso dinheiro pois conseguem negociar localmente os preços. Negociar de resto é uma actividade em si mesmo na Tanzânia pois tudo é negociável e tirando os restaurantes nunca se compra nada ao preço de venda inicial.

 

Conduzir em Zanzibar

Recomendamos muito alugar um meio de transporte seja carro ou mota consoante a preferência. É sem duvida a melhor forma de conhecer a ilha. Os táxis são muito caros e ficam mais limitados no numero de viagens que podem fazer. Os Dala Dala, carrinhas de caixa aberta que funcionam como transporte colectivo em toda a ilha, são muito baratos, cada viagem custa menos de 1$ inclusive para grandes distancias, mas alem de não ser confortável, ficam sujeitos ao tempo e itinerários que têm.

Conduzir em zanzibar é uma aventura em si mesmo. O primeiro impacto é a condução pelo lado esquerdo da estrada e a confusão da cidade, fora da cidade encontram estradas com pouco transito e a liberdade de ir onde quiserem quando quiserem.

Precisam apenas ter atenção aos controlos de polícia, há muitos por toda a ilha e vão tentar sempre multar os turistas, especialmente se não tiverem a documentação ou se o carro tiver algum problema. Ao longo das férias fomos parados cerca de 10 vezes e apenas uma vez pagámos 10k TZS (4$) porque o policia insistiu que que seriamos multados por não ter feito um pisca. A recomendação é garantir que tem o visto de condução feito por quem vos aluga o carro, geralmente demora 2 dias a ser feito e custa 10$. Durante a condução evitem passar o limite de velocidade (50klm/h) especialmente próximo de localidades, e recusem sempre pagar subornos sem motivo.

Há vários sítios onde podem alugar carros e motas em Zanzinar, nós alugamos ao Mtumwa (+255777903890) podem falar com ele antes de viajar e pedir para tratar antecipadamente do visto , o preço normal será entre os 25 e os 30 dólares por dia, nós conseguimos negociar para cerca de 50k TSZ (20$) por dia.

 


Stone Town, o princípio da aventura

A chegada

Do avião a cidade parece enorme e estende-se a perder de vista. O aeroporto no entanto é pequeno e torna-se um pouco confuso quando chega um grande avião cheio de turistas. À chegada é preciso passar a segurança e pagar um visto de 50$ por pessoa. Optamos por comprar logo no aeroporto um cartão SIM para ter dados móveis, custou cerca de 15$. Se escolherem sair do aeroporto de táxi podem optar por comprar o cartão só na cidade, assim já podem pagar em shillings e custa em todo o lado 10k TZS (cerca de 4$)

Ao sair ír do aeroporto, já depois de passar a segurança aproveitem para levantar dinheiro, de cada vez que o fazem é cobrada uma taxa de cerca de 6$ e os levantamentos estão limitados a 400k TZS (cerca de 170$), na ilha não encontrámos nenhum multibanco que não cobrasse taxa, apenas em Arusha, pelo que não há grande alternativa a pagar uma vez que com excepção dos hotéis e alguns locais na cidade, a maioria dos sítios apenas aceitam dinheiro físico e onde aceitam cartão cobram uma taxa de 5% do valor da transacção.

Uma viagem de táxi do aeroporto ao centro da cidade pode ser negociada por cerca de 25k TZS (cerca de 10$) mas o ideal se vão alugar carro ou mota é combinarem para que vos seja entregue directamente no aeroporto.

A cidade

Stone town é a zona antiga da cidade de zanzibar, optámos por ficar um dia na cidade e só no dia seguinte ir para as zonas de praia. Um dia é suficiente para visitar o centro histórico pelo que podem escolher faze-lo no primeiro ou no ultimo dia da viagem, se o fizerem no final podem aproveitar para comprar souvenirs que são mais baratos na cidade do que nas zonas de praia.

Escolhemos o Spice Palace Hotel para ficar na primeira noite, é um hotel bastante simples mas serve perfeitamente para uma noite na cidade e fica muito bem localizado permitindo explorar a pé todos os pontos de interesse de Stone town.

Em todo o lado vão encontrar ofertas de actividades para visitar locais de interesse. A lista é a mesma em quase toda a ilha, em Stone town uma das mais conhecidas é a visita a prison island para ver tartarugas gigantes e passar por um banco de areia. Nós não fomos, optámos por passear pela cidade com um guia.

O guia é claro totalmente opcional mas acabou por ser uma boa opção porque ficou mais de 2h connosco, mostrou-nos vários sítios que não teríamos descoberto sozinhos, recomendou restaurantes e cafés simpáticos e aprendemos muito sobre os costumes e a cultura da Tanzânia. Pagámos 20k TSZ (menos de 10$) e recomendamos o Mohamed (+255773536139)

Recomendações

Lukemaan – Restaurante onde podem exprimentar diversos pratos tradicionais com preços acessiveis


Paje e Jambiani, Rumo a sul

A viagem de stone town a Paje demora cerca de 1h. Paje é famosa pela praia onde se pratica Kitesurf, tem sempre muitos turistas e muita animação. Jambiani um pouco mais a sul é mais calmo, com praias fantásticas

Nesta zona ficámos no hotel Reef & Beach Resort Jambiani mas não recomendamos, é caro para o que oferece e praticamente não tem praia, ficámos 3 dias aqui e acabámos per pegar sempre no carro e conhecer varias praias entre Jambiani e Pingwe onde ha o famoso restaurante the rock que é um ponto de visita obrigatório.

Depois de três dias viajámos de novo para Stone Town, entregámos o carro na aeroporto e voámos até Arusha.

Recomendações

Yellow card cafe – Um bom sitio para comer uma refeição perto da praia de jambiani

Abdi’s Place – Restaurante na praia entre jambiani e paje, um dos melhores sítios onde comemos nesta zona.

Pandu Ngozi – Restaurante em frente ao the rock uma boa alternativa com preços acessíveis.

B4 – Bar agradavel na praia de paje

 


Arusha, o interior da Tanzania

Decidimos fazer um safari, mas uma vez mais marcamos tudo sozinhos, isto significou voar para Arusha e marcar as actividades com um operador local. Podem optar por comprar um pack num operador em zanzibar ou antes de viajar, mas será sempre significante mais caro. Conseguimos bilhetes de ida e volta cor cerca de 200€ por pessoa mas praticamente foram marcados de um dia para o outro. Se marcarem com mais antecedência conseguem preços melhores pois há varias companhias a fazer voos internos diários, e claro se voarem directamente para o continente poupam uma viagem interna.

Há vários parques onde se fazem Safaris, sendo o mais conhecido o Serengeti. No entanto para o visitar eram necessários mais dias pois fica a uma grande distancia da cidade. Assim optámos por fazer dois dias de safari em Ngorongoro e Tarangire.

Os safaris iniciam muito cedo pelo que tivemos que voar um dia antes. Ficámos no hostel Wakawaka House é uma opção muito económica e fica mesmo ao lado de um mercado tradicional mas não é muito confortável e depois dos safaris mudámos para o hotel New Safari Hotel que recomendamos.

Em Arusha não alugámos carro, como tinhamos um dia inteiro para gastar, decidimos ir às hot springs, um lago com nascentes de agua termal, se tiverem tempo para gastar é uma tarde muito bem passada alem de que como fica na região do kilimanjaro dá a oportunidade de ver o monte icónico. O lago fica a menos de 2h da cidade e para lá chegar viajámos com o Emanuel (+255 757 755 174) que foi o nosso condutor não só nessa viagem como de e para o aeroporto. Uma recomendação importante se estiverem em Arusha ou em outra cidade no interior da Tanzania é aproveitarem para levantar dinheiro no multibanco sem pagar taxas.

O safari

O safari de dois dias foi feito com a empresa Kipok Africa Adventures custou 300$/pessoa e incluiu a transporte e entrada nos dois parques, as refeiçoes nos dois dias e a estadia de uma noite num acampamento perto do lago Manyara.

Saimos de arusha por volta das 5h da manhã em direção ao acampamento Panorama, neste local juntam-se varios grupos que partem para diferentes parques, foi tambem aqui que dormimos na noite seguinte.

O parque do primeiro dia foi Ngorongoro, uma cratera de vulcão abatida que se tornou o habitat natural de cerca de 25,000 animais selvagens, aqui podem encontrar varias especies de animais de grande porte incluindo todos os big 5. É uma visita absolutamente incrivel pela paisagem mas principalmente pela possibilidade de ver tão de perto tantos animais selvagens. Um recomendação aqui é que levem roupa confortável e quente, apesar de poder parecer estranho faz muito frio especialemnte durante a manhã em Ngorongoro.

No segundo dia visitámos Tarangire, é um parque bastante diferente de Ngorongoro, e apesar de ser possivel ver varios animais incluindo muito elefantes e girafas as paisagens não são tão idilicas.

Depois de Tarangire visitamos ainda uma aldeia massai onde podemos conhecer melhor a cultura e os costumes desta tribo africana e no dia seguinte voltamos para o calor e o sol de Zanzibar


Pongwe a Mnemba, O centro

De volta à ilha, conseguimos alugar o mesmo carro e saímos de stone town rumo a Pongwe. Esta zona é mais calma e deserta que o sul, para quem gosta de parais paradisíacas e praticamente desertas este é o local.

Aqui ficámos também no melhor hotel da viagem, e recomendamos muito o Seasons Lodge Zanzibar um pequeno boutique hotel cheio de charme, o preço é um pouco mais elevado mas perfeitamente aceitável para a experiencia que oferece. Tínhamos marcado só uma noite e acabamos por ficar 4. Mais uma vez usamos este local como base para explorar esta zona da ilha. uma das atracções nesta zona é a viagem para fazer snorkeling a Mnemba uma pequena ilha próximo de Matemwe. Vão encontrar varias pessoas que fazem a viagem de 10 minutos de barco com equipamento incluído. Pagámos 70k TSZ (30$) para uma barco privado com o Ali (+255 772 880 795)

Recomendações

The cliff grill – Restaurande na praia em Pongwe

Corner Cafe – Restaurante onde se come muito bem, a um bom preço no centro de Kiwengwa

 


Kendwa e Nungwi, as praias do norte e o final da viagem

Os últimos dias da viagem foram passados na praia mais famosa da ilha, Kendwa. A fama advêm do facto de ao contrario do que acontece no resto da ilha mesmo na maré baixa ser possível mergulhar na praia. A fama no entanto tem o efeito adverso de atrair muitos turistas e com eles praias cheias de gente, barcos, e dezenas de vendedores de tudo e mais alguma coisa na praia.

Mesmo assim vale muito a pena a visita pela qualidade da praia. Ficámos no Sunset Kendwa que dos hotéis junto à praia de Kendwa é o que tem melhor relação qualidade preço. estes últimos dias foram dedicados a não fazer absolutamente nada pelo que comemos a maior parte das vezes no hotel até porque a comida era boa e os preços muito similares aos dos restaurantes na rua. Recomendamos também um jantar no hotel ao lado o Kendwa Rocks, que têm sempre noites muito animadas e agradáveis.

O regresso

Depois de 3 dias no norte viajámos uma última vez para Stone town e aproveitávamos a tarde para fazer compras de souvenirs e para passear novamente pelas ruas labirínticas da cidade acabando ao pé do mar no Forodhani Park onde ao final dia há sempre animação e comida de rua muito variada.

No final da noite entregámos o carro no aeroporto e preparámo-nos para uma longa viagem de regresso, cheios de histórias e de fotografias de uma aventura inesquecível na terra onde definitivamente Hakuna Matata!

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